Já parou para pensar que todas as possíveis vidas que você não escolheu foram te conduzindo aqui, neste momento? E se naquele instante você tivesse escolhido tomar mais uma cerveja? E se tivesse prestado vestibular para medicina? Quantas foram as possíveis vidas que deixamos para trás? E quantas foram as vezes que nos arrependemos ou dizemos “ainda bem” para todas elas?

Ilustração: Jong Mee

Ilustração: Jong Mee

Quantas são as vezes que remoemos as possibilidades que perdemos por escolhas erradas ou nos contentamos com uma imaginação do que poderia ter sido? “Viver é desenhar sem borracha” como diria Millôr Fernandez. “Só se arrependa do que você fez”, sempre ouvimos esse tipo de frase que nos leva a pensar que o ideal mesmo é viver a vida sem medo de errar, vivendo.

No livro A Insustentável Leveza do Ser, Thomas imagina que se houvesse outros planetas em que pudéssemos testar nossas vidas, como peças de teatro cheias de ensaio, nos definiríamos como otimistas, quando pensássemos que os ensaios nos fariam cada vez melhores “vivedores” ou pessimistas que acreditavam que a possibilidade de ensaiar nos faria perder a noção do valor da vida vivida. O que você acha?

Ilustração: Hisashi Okawa

Ilustração: Hisashi Okawa

Por enquanto, a vida não tem ensaio, meu bem. E quanto mais a gente treine aquele beijo antes do moço chegar, quanto mais a gente planeje nossa vida daqui há 10 anos, o momento da escolha sempre será o maior instante da ignorância. Que a gente saiba escolher! E que nos reste o elogio aos momentos não vividos!

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Marco Zero

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