Dia desses, dando uma olhada no CargoCollective, me deparei com os trabalhos do Bruno Sousa (@elsousa), designer gráfico formado pela Universidade Tiradentes, de Aracajú-Se. Em seu portfolio, encontramos uma mistura de fotografia com trabalhos manuais que dão ainda mais valor e característica aos projetos.

 

Abaixo você confere alguns dos seus trabalhos e dá uma lida na entrevista que fizemos com ele.

 

aeuhuaeh

 

Sei que você já é formado em design, e cursou algum tempo o curso de criatividade, redação publicitária e direção de arte em Buenos Aires. O quão importante essa experiência de ir estudar fora do país foi para você?

Morar em outro outro país foi uma experiência incrível, sem dúvidas, mas, o mais importante dessa viagem foi ter conhecido muita gente. Muito mais importante que qualquer titulação, foram as pessoas com quem pude conviver, conversar e trabalhar. Elas sim, foram minha verdadeira escola.

 

 

 

 

 

 

Uma das coisas que mais nos chamou atenção em seu portfolio, foi a presença constante de trabalhos manuais e a sua interação com o digital. Quando começou a fazer esse tipo de trabalho e como é o seu processo criativo atualmente? 

Eu estava cansado de passar horas sentado na frente de um computador. Com o tempo comecei a ficar prisioneiro dos softwares e bastante insatisfeito com o meu trabalho. A partir dessa inquietação, resolvi experimentar. Misturei  um pouco da minha paixão por fotografia e artes plásticas. Foi dai que surgiu o primeiro trabalho {koop islands}.

Eu nunca seleciono os materiais sem antes saber o que eu quero fazer. Preciso ter tudo bem alinhado com o propósito do trabalho antes de passar horas selecionando papeis e etc. Com isso bem  definido, começo a esboçar as primeiras formas, inclusive a projeção das sombras e de que modo a luz irá interferir no resultado final. Depois da planificação e da montagem das luzes, vem a parte que eu mais gosto: fotografar. Depois da escolha do take perfeito, alguns pequenos ou grandes ajustes no computador. Obviamente, que nem sempre sai do jeito que foi pensado inicialmente. As vezes não funciona, as vezes fica muito melhor. Eu sempre experimento bastante durante a construção. O mais importante é não perder a essência da mensagem, ela sempre será o nosso mapa.

 

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Já li numa entrevista sua, você falando a respeito das referências no design, e a importância de se olhar mais para o seu próprio trabalho. Quais os passos que o designer iniciante pode dar para aumentar sua bagagem na área e ir em busca de desenvolver algo mais autoral? 

É mais simples do que se imagina, mas é preciso tirar a bunda da cadeira. O seu trabalho reflete a pessoa que você é. Se você é uma pessoa desinteressante, dificilmente fará coisas legais. Por isso é bacana a autocrítica. O que eu faço é bom mesmo?” A minha resposta foi um “não” em letras garrafais. É preciso ser honesto consigo mesmo, principalmente no começo da carreira. Quando você está bem alinhado com os teus anseios e descobre o que te faz feliz, seja lá o que for, a coisa surge naturalmente. Enquanto essa segurança íntima não chega, melhore o seu repertório: cinema, teatro, games, livros, viagens, amigos etc. Isso sim é o nosso verdadeiro portfolio. Em uma seleção de estágio na Ogilvy Argentina, pude presenciar um cara ser contratado só pelo fato do Diretor de Criação ter visto um adesivo da  banda que ele adorava colado no notebook do entrevistado. Ele argumentou que ninguém no mundo conhecia aquela banda, a não ser uma pessoa muito curiosa. Foi a partir disso que minha ficha caiu, não se contratavam portfolios, mas sim pessoas. Como diria Paulo Leminski: “Isso de a gente querer ser exatamente o que a gente é, ainda vai nos levar além.”

 

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About Author

Luciano Alpes

Criador e Editor Chefe - Designer Gráfico, sempre foi um curioso da área criativa. Ainda na faculdade, criou o MarcoZero como Projeto de Conclusão de Curso com o propósito de transforma-lo num canal de informação e divulgação da cena criativa/artística de Pernambuco. Maker, divide as funções diárias no design com a participação e a organização de eventos/projetos na área.


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